"Com "Um Pouco de
História" vou mostrar a vocês, caros leitores, um pouco da
história do Rio Grande do Sul,
com ênfase na região Nordeste do Estado
(Serra Gaúcha), que foi colonizada por imigrantes vindos da Itália a
partir do ano de 1875, e que aqui se estabeleceram num local que era
chamado de "Campos dos Bugres" mas que, oficialmente, era os fundos da
Colônia Nova Palmira, depois Colônia Santa Tereza de Caxias, mais adiante
Caxias e, por fim, em 1945, Caxias do Sul.
Obrigado pela visita e
lembre-se que devido a esta página ser um Blog, a leitura é sempre feita
de baixo para cima! O texto está seguindo uma ordem! Comentários são a
alegria de quem escreve! Um forte abraço!"
Luiz Carlos Ponzi
A NOVA CAXIAS
Rumo ao outro meio século tudo foi bem mais fácil e bem mais
rápido. Caxias deixa definitivamente de ser somente européia, e inúmeras etnias
vão por aqui aportando, e dentre elas os negros e mulatos, que já haviam aqui
chegado com a construção da ferrovia, inaugurada em 1910. Depois, vieram muitos
outros, que foram chegando dos Campos de Cima da Serra e vieram dar sua força de
trabalho ao pólo industrial que estava se formando. Em 1927, em razão do
crescimento da cidade, foi transferido de Pelotas para Caxias o Nono Batalhão de
Caçadores, e os praças, sargentos e oficiais do cheio de charme 9º BC fizeram a
felicidade das moças da cidade.
Em 1930, ano em que o Brasil foi sacudido pela Revolução
que Luiz Carlos Prestes não quis chefiar, mas que Getúlio Vargas aceitou, venceu
e deixou que a gauchada amarrasse seus cavalos no obelisco da cidade do Rio de
Janeiro, é nesse ano significativo que é inaugurada a Escola Complementar Duque
de Caxias, depois transformada em Escola Estadual Cristóvão de Mendoza.
Em 1925 Caxias – que ainda não era ‘do Sul’ - comemora meio século de existência, e já é conhecida como um rico centro agrícola e industrial do Brasil. O imigrante já velho vê brasileiros, seus filhos e netos, produzindo e construindo mais progresso, e um daqueles velhos falou pela pena do poeta Olmiro de Azevedo, que havia adotado a cidade como se fosse a sua natal, e o bom poeta deixou o italiano lembrar:
'Um dia - estava velho - olhou em torno:
Tudo clareira - o pinhal morto!
Havia no céu tanta bondade...
Nascera perto uma cidade
da gestação de meio século ...
Pensou, então, no que deixara,
Num dia brumal de céu nevoento:
- A casa pobre, velhos amigos, uma dor distante...